Que ansiedade que prega o peito teu em largos painéis forrados de veludo carmim. Falta-te a banalidade das horas fartas, plenas das cornucópias onde saudade não gera saudade e saudade não gera dor. E dor não gera cansaço, e o cansaço não é fardo maior que o de viver. Talvez te devas apegar ao estóicismo. Cortes de papel rompem a pele mas nem vês as falhas, ou quebras, les manques, que trabalheira, que exaustão, que falta de forças.

la nuit
o deslize do francês pela língua
a conclusão a que se chega de manhã,
depois de se acordar do sonho
já se esfuma, é pó, é nada, que cliché!

uita – esta que cansa, que atrapalha, NÃO HÁ MAIS NEXO!

Pois que reste o que restar,
cá restarei eu também;
e se tal alma existir,
eternamente.

canção iv – da invalidez mental do ser.

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