Sim, sabias sempre e as teorias e tiveste sempre a certeza mas fingiste que não e agora elas desabam-te em cima como chuva. Já é quase de uma apatia, ultrapassar-te a ti mesma como se fosses uma meta e não tu mesma. Queres tanto ser diferente, não é? Queres deixar de ser tu, sendo tu, transformando-te e alterando-te.

Vais deixar de ser aquilo que és para seres aquilo que desejas, diferente, perfeita. É isso, portanto, queres ser perfeita. Talvez nem te falte muito, e estás quase quase, é aquele bocadinho que escasseia e aqueloutro que tens de deixar para trás.

A tua indecisão cansa-te a ti mesma e pronto, talvez seja demasiado agora, estás demasiado cansada, esqueces-te do que queres e finalmente desfaleces, porque é noite e a noite é uma boa razão para virares costas ao mundo e fechares os olhos.

canção ii – da transformação do ser.

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